Desabafo… Essa eu tinha q compartilhar!
Filhos de pais separados sofrem!
Eu, doente, envolvida em uma situação de stress emocional q me obrigou a tomar fortes medicações e a fazer a hemoterapia com ozônio para que meu sistema imunológico reaja bem no dia a dia… E ainda tendo q enfrentar pressões no trabalho (normal porque sou paga pra isso e eu amo meu trabalho), tensões familiares corriqueiras (normais) e pressões do pai do meu filho (literalmente psicóticas). Esse último item não pode ter o poder de me tirar do meu centro de equilíbrio como me tirou nesse finados.
Eu estava no interior, desfrutando de um feriado tranquilo com minha família quando, de repente, recebo uma ligação apavorante, sequestrante e autoritária do pai do meu filho.
“Abandono” às pressas meus pais e irmãos, saio correndo entre trens e ônibus, em uma viagem de 3 horas até o parque Ibirapuera para tomar conhecimento das “companhias” do meu garoto (14 anos de idade). No mesmo dia de manhã, eu havia feito uma sessão de ozonioterapia e recebido a prescrição: REPOUSO…. O médico saiu da casa dele para me atender em pleno domingo, dada a gravidade de minha situação!
Chega no final do dia, ainda no parque, tudo indo até onde meu cansaço me permitia correr; conforme eu havia prometido, entrei no ônibus com meu filhote para entregá-lo ao pai dele em Pirituba… Recebo uma ligação do indivíduo dizendo q ele precisava sair (balada) e q o menino sabia voltar sozinho de ônibus – eu tinha que descer no ponto em q estava e voltar para minha casa porque ele, pai, não me daria carona de volta (ele tem conhecimento do meu estado de saúde e tratamentos, e estava ciente do combinado de me levar de volta, dado o meu cansaço crônico, pulmão fraco -e minha correria o dia todo por amor ao nosso adolescente).
Observem o “diálogo” por msg de celular entre eu e o pai do meu filho (que se diz xamã e tem orgulho da própria espiritualidade – o que eu carinhosamente chamo de “arrogância e complexo de superioridade”):
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Mãe:
- Em primeiro lugar mto obrigada por ter me feito descer do ônibus ontem à noite enqto levava seu filho pra sua casa conforme o combinado…
- Já q o teu compromisso em sair era mais importante q a felicidade do seu filho… eu tinha coisas importantes para dizer e fui desrespeitada.
- Não conte mais comigo para protegê-lo do “amiguinho nefasto” q ele arrumou, e me poupe de suas pressões emocionais…o q vc fez foi cachorrada tendo em vista o meu estado de saúde… foi um esforço totalmente desnecessário que me custou a estrutura física para a semana seguinte.
- E por favor, nunca mais me diga o q devo dizer ao meu filho sobre as escolhas dele, pq o pai não tem autoritarismo sobre a boca da mãe.
- Já q seu método educativo é tão eficaz, vc acabou de me provar q não precisa de minha ajuda – então não a peça. Boa sorte e um ótimo finados!
(notem a falta de criatividade da resposta…)
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Pai:
Fica na paz do Senhor.
(tecla sap: “cale a boca”…)
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Mãe:
A paz q me deseja nem vc soube plantar, se assim fosse seu filho seria feliz.
Vc é egoísta e quer q os outros se ajustem para q você não tenha q botar a mão na massa.
Seja um xamã de verdade e deixe de acreditar num deus fabricado pela política.
(política religiosa com mães nessas horas não funciona, encontrem outra estratégia!)
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Pai:
Por favor, pare de me ofender e criticar, isso não vai te dar paz nem consolo.
(acho q peguei no ponto fra(n)co dele porque o “eu coitado interior” começou a se manifestar)
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Mãe:
O fato de fazer vc pensar já me deixa feliz. Ontem vc me feriu – e me ofendeu.
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Pai:
Pára de mandar mensagens.
(ele táh puto da vida néh? ou será q tá doendo muito? Pode bem ser as duas coisas! Ou simplesmente um “pára de encher o saco que tou no meio de um churrasco com os amigos”)
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Mãe:
A verdade dói.
Q pena q pra vc seja tão difícil admitir que errou.
Na verdade vc sempre me viu como ameaça. Lamento por isso…
Paro por aqui se vc não me obrigar a responder.
Bjs – agora sem rancores.
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Percepções e auto conhecimento…
Eu sei q ele, por ser do sexo masculino, por ser pai, está se corroendo por dentro – e com muita raiva de mim, a mãe.
Eu sinto, sinto de verdade, q consegui o q eu queria: fazer ele pensar e se culpar.
Cruel? De qual ponto de vista?
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Meu pai me apoiou nas respostas! Ele acha q fazê-lo pensar no “monstro que vive dentro dele” (porque tds temos um), vai ser bom para nosso adolescente que já conta com 14 anos.
Minha mãe ficou do lado dele mmmmmm ¬¬ Tudo bem
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Mas estou leve como um tecido…
Acho q
percebi como não engolir mais sapo
Relaxei meu espírito. Por enquanto.
Sei q outras situações me empurrarão para eu ser mais autêntica – mais eu.
E não vou mais deixar passar nenhuma oportunidade de “me redimir” com minha sombra.
Nosso lado obscuro sempre nos guia para aquilo o que mais rejeitamos em nós – a nossa verdade.
E mesmo q eu chore de novo amanhã – sei q haverá um próximo capítulo que me fará rir.