Alguns paradigmas para a formação de um ser humano… melhor ou pior? E melhor ou pior sob qual ponto de vista? Certa vez me pediram para efetuar um trabalho de faculdade para uma turma de Pedagogia. E láh fui eu estudar Edgar Morin… só que me empolguei, e não consegui resistir a colocar um tiquinho do meu (t)’oque pessoal aqui no blog – lógico q não no trabalho!
Este texto não é o resultado de uma olhadinha num livro, pegada de frases legais e palavras de efeito. Ele é reflexo de uma gestação. O resuldado da diferença entre VindárR e Morin táih embaixo
Pretenciosa néh? hehe Pense q o q realmente tem valor são as idéias compartilhadas e não o tamanho das nossas pretensões. Afinal, pretenção é pra quem pode
Beijinho cósmico :*
Todos os paradigmas são questináveis a não ser o fato de que você e eu respiramos oxigênio
Cada um dá o que tem
Aquilo que um pai não conseguiu aprimorar em si mesmo não pode exigir em seus filhos.
Um bom exemplo disso é a impraticabilidade de um processo de aprendizagem sendo promovido pelo professor que não domina a matéria que ministra - lógico que sua autonomia está corrompida. Já que a aprendizagem é um processo que envolve razão e emoção, o ego do professor faz toda a diferença, principalmente quando não se sente seguro para ensinar sobre um determinado tema. Logo, não permitirá que seus alunos avaliem em detalhes o que está sendo visto em sala de aula, podando-lhes a expressão.
Ao penetrarmos no terreno da família o que encontramos atualmente? O ego dos pais querendo tornar seus filhos à imagem e semelhança daquilo que pensam ser. Mas isso é previsível… filhos não nascem com manual de instrução! – embora essa prática aceita e difundida seja parte de um resquício cultural que veremos logo abaixo ^.^
Conhecimento é diferente de ilusão, embora também possa ser seu produto.
Conhecer implica em saber para poder usar. Ilusão implica em usar sem o saber, diferente de experimentar para poder conhecer.
Um círculo de pessoas que tem por objetivo a transmissão de um conhecimento precisa saber o que é o conhecimento que visa transmitir. Por exemplo: Para a criança o mundo é enorme e ela se intimida com o tamanho das pessoas adultas e de como reagem à ela. Quer se sentir protegida e amada. Para o adulto o mundo dentro das paredes de sua panela não é tão grande assim, ele não relaciona o tamanho do espaço físico com a quantidade de amor ou vazio de amor que existe dentro da panela.
Um outro exemplo. Se a matéria de ciências prevê o ensino do que é a água potável, o professor deverá previamente saber o que é a água. Tomar a água sem saber o que ela é – não o que tecnicamente representa - é o mesmo que se contentar com a informação que é algo que serve para matar a sede – ou seja, apenas aquilo o que tecnicamente representa - correndo-se o risco de beber água contaminada.
O conhecimento é água potável. A ilusão é água contaminada.
Agora vamos bater-latinhas juntos
Se a ilusão é água contaminada, não seria todo o conhecimento produzido pela humanidade até agora, uma grande represa de água não potável? Se fosse, essa água não potável seria a mesma coisa que a água contaminada?
Conhecimento e ilusão interagem com erros, acertos e reconstruções atemporais
O que nossos sentidos captam não é a realidade, mas uma interpretação da realidade. Eles atuam como filtros.
Impossível perceber o mundo da maneira idêntica em todos os níveis da existência. Exemplo: um engenheiro não concebe um projeto da mesma maneira que um arquiteto, assim como um músico não vê a matemática da mesma maneira que o físico.
Ao se desenvolver um conceito se tem uma ferramenta de detecção de erros, o método científico é um exemplo disso. Mas ao se desenvolver paradigmas se tem uma arma que cria ilusões, que serão substituídas por outras no decorrer da história da humanidade.
Erros, ilusões, cegueiras e maneiras de perceber, são uma bela sugestão de foco que podemos ajustar em nossas lentes mentais para otimizar novos paradigmas que sejam mais adequados ao nosso bem-estar e cultura pessoal – e social.
Diferença não é defeito.
Nascer, receber um carimbo e ser igual a todo mundo.
Um animal recém nascido tem suas primeiras experiências marcadas pelo “imprinting” (Konrad Lorenz).
O ser humano tem suas primeiras experiências marcadas pelo “imprinting cultural”. Exemplo: ao nascer se recebe um nome, com a família se aprende as coisas consideradas “certas”, como também os vícios hehe, e assim se dá o “processo de normalização” da criatura humana, e todo resquício de originalidade passa a ser visto como contestação ou incoerência – familiar ou social.
Como poderia um professor aceitar um aluno tão criativo se isso não é considerado “normal”? É melhor considerá-lo hiperativo… E assim começa a massificação da consciência pelo carimbo da normalidade…
Agora pense comigo: se vc não fosse esse vc que lhe deram, não tivesse o nome que tem, não usasse as roupas que usa, não fosse filho/filha dos seus pais, vc seria como é hoje? Como vc seria então? Que desejos abrigaria? Que verdades decidiria a respeito de si mesmo(a)?
… Em andamento… (continua…)
Fonte de inspiração:
MORIN, Edgar. Los siete saberes necessários a la educación del futuro. Paris: UNESCO, 1999.


Renato disse,
26 26UTC Agosto 26UTC 2008 às 1:54
Kant? rs
VindárR disse,
26 26UTC Agosto 26UTC 2008 às 2:02
Taíh uma boa pegada Renato