Metabolizando os fatos:
Repetitivamente escolhemos nos comportar ou desenvolver pensamentos depreciativos em relação a nós mesmos. Repetitivamente precisamos nos comportar de maneira que consigamos desenvolver pensamentos nutritivos de felicidade e amor.
Repetitivamente, necessitamos de artigos como este.
A privação envolve o não querer relacionar-se (nem consigo próprio) por motivos de carência; sintomas de frustração consigo, com as pessoas e com o mundo; afeto não correspondido, estado de solidão por opção. Geralmente ela mantém uma revolta enrustida.
A privacidade geralmente envolve o desejo sincero de relacionar-se bem consigo e com o próprio corpo. A opção pela solitude na medida certa para si. O Amar-Se.
A privação envolve uma declaração de guerra contra si mesmo.
A privacidade envolve um pacto de paz em ser/estar bem resolvido.
A privação: o julgar-se.
A privacidade: o aprovar-se.
A privação é o guardar de mágoas para se proteger, defender, mantendo sempre o foco no que foi para se assegurar que o passado nos mantém seguros.
A privacidade é o fazer das mágoas uma ponte para o próprio bem-estar, mantendo sempre o foco no que é para não se segurar em nada além de seu próprio eixo.
A privação é enclausurar-se nas decepções.
A privacidade é aprender com elas.
A privação engloba pontos de vista baseados no bem e no mal.
A privacidade engloba estruturas mentais desprovidas de fórmulas aprendidas sobre o que é bom ou ruim.
A privação escolhe andar pelo caminho da dor.
A privacidade escolhe dar os passos da inteligência.
A privação é uma consciência medrosa.
A privacidade envolve uma consciência amorosa. O Amor não teme.
A privação prevê espinhos.
A privacidade vê os espinhos e os encara como partes da rosa.
A privação é comparativa do “eu não tenho enquanto você tem”.
A privacidade é contemplativa em todos os aspectos entre o cheio e o vazio.
A privação culpa o outro pelo que não deu certo.
A privacidade faz de você cúmplice de seus afetos.
A privação se alimenta de passado e futuro.
A privacidade se nutre do agora eterno.
***
A lista é interminável.
Mas refletir até aqui já é um bom começo para 2009.
31/12/2008 – 22:38


Pamella disse,
1 01UTC Janeiro 01UTC 2009 às 22:44
Sabe, este é um daqueles textos que as vezes nos caem como uma luva…
Este trecho em especial, me caiu como a explicação para TUDO, a conclusão de muitos dias de ação “Zen”…
“A privacidade é o fazer das mágoas uma ponte para o próprio bem-estar, mantendo sempre o foco no que é para não se segurar em nada além de seu próprio eixo.”
Curiosamente ou não… rs Do lado de cá Luci eu estava refletindo coisas semelhantes… eu te mandei tudo na integra mas o pedacinho que mais se cabe aqui são os paragrafos finais…
“Apenas eu sou minha companheira de viagem, muitos passeiam comigo, mas apenas eu estive comigo deste o primeiro momento até o agora presente.
Eu me curvo diante de mim mesma, reverencio a minha essencia, e agradeço-me por estar no aqui presente.
Eu peço perdão e de pronto já me perdôo por todas as vezes que não reconheci a minha presença.
Sento-me diante de mim, diante do tempo, diante do vazio, e juntos celebramos o aqui e agora. A leveza de SER, de ESTAR, de SENTIR.”
As pessoas seriam mais inteiras, mais leves e sem mágoas ou medos se aprendessem a conviver consigo mesmas, se soubessem desfrutar da sua propria companhia…
É no fundo eu sempre tive um Q de Eremita… preciso exercitar mais e quem sabe um dia assumo de vez este papel…
Beijocas LU!!!!