Dança do Ventre, Inv(f)erno e Cólicas Menstruais

Bom, eu adoro frio, mas como todas, detesto sentir dor!

Com o tempo, fui adquirindo alguns hábitos que atualmente me protegem e espero que a sugestão possa nos dar algo para pensar a respeito.
1. Faça uso de meias e sapatilhas – e não dispense o agasalho. Cubra seu ventre se for preciso, para não tomar friagem no ventre e lombar, pois épocas frias intensificam não somente cólicas, mas lombalgias e fribromialgias também;
2. Aquecimento prévio, de longa duração, com muita respiração abdominal e alongamento. Não se trata de aquecimento rápido de academia – mas um carinho, um cuidado e uma mensagem para o corpo de que você está dando atenção ao diálogo dele: toda cólica é um sinal de diálogo do corpo;
3. Diminua a friagem ambiente. Feche janelas e se a aula esquentar em função dos exercícios prefira um ventilador à distância com circulação indireta.
4. Bom humor. Não o deixe guardado na gaveta! Coloque um sorriso em seu rosto

BENEFÍCIOS DA DANÇA DO VENTRE PARA CÓLICAS MENSTRUAIS

Creio que para desfrutarmos de qualquer benefício que a dança do ventre possa nos oferecer, precisamos ter consciência de como nos cuidar.

Cólica menstrual - alivie esse problema com a prática da dança do ventre

Cólica menstrual - alivie esse problema com a prática da dança do ventre

Tornou-se comum o crescente índice de reclamações femininas sobre as cólicas menstruais. E os homens também reclamam, pois as mulheres simplesmente “piram” com a TPM.

Vivendo em meio a uma cultura que ensina a detestar os fenômenos femininos do corpo como um dogma que não deve ser questionado, o resultado só pode ser o aumento do sofrimento da mulher.

O que nós, mulheres, precisamos aceitar, é a nossa condição feminina a nível físico, pois a negação e rejeição de qualquer fenômeno orgânico que envolva a nossa natureza é também responsável pela dor que sentimos por termos nascido mulheres.

No plano sintomático, nos comportamos como se estivéssemos num campo de batalha, travando guerras com obstáculos metafóricos de nosso subconsciente, que mês a mês, a cada ciclo lunar, se renova e fisicamente se reoganiza para receber uma nova vida. Aprendemos a considerar nossos ciclos uma abominação.

Abominação é para mim, ouvir mulheres amaldiçoando a menstruação, projetando mais raiva sobre seus úteros já enfraquecidos por drogas e conceitos depreciativos sobre o ser mulher.

UMA LENTE DE AUMENTO SOBRE “OS CONTOS DE FADAS”

O que você precisa saber sobre cólicas menstruais está dentro de você: no seu útero. E saiba que quanto mais raiva você assumir internamente sobre esse tema, mais dor você irá sentir… Infelizmente isso é cientificamente comprovado.

Em se tratando de arquétipos (C.G.Jung, Joseph Campbell, Jean Shinoda Bolen, Cristina Cairo), carregamos através da construção histórica de nossas ancestrais, a “imagem da mulher que obedece mas que precisa ser uma guerreira no lar”, herança da consciência machista de clãs e povos colonizadores que deturparam culturas femininas de poder. A única maneira de realizarem tal feito foi “massacrificando” as crenças sobre o sagrado feminino. O hábito de arquivar registros históricos nos mostra claramente esse resumo.

Eu costumo dizer que a dança do ventre nos faz pensar como mulheres. Como mulheres somos responsáveis por atacar nossos corpos, nossas formas, nossa psicologia e nossa identidade, em troca de paz e aceitação social, ao invés de desvendar os bloqueios psicológicos projetados sobre nós desde a vida intra-uterina. Paz porque nos consideramos “mulheres modernas”, e não podemos perder nosso tempo, dando mais atenção ao diálogo da dor e à sua cura, porque precisamos trabalhar/ganhar dinheiro/pagar as contas; e aceitação social porque apreciar a própria menstruação é sinônimo de “estranhismo”. Afinal, “sangue é nojento”, “sangue é feio”, sangue é “coisa do diabo”. Uma “coisa do diabo” que nos dá vida.

FISIOLOGIA DA DOR

A dor da cólica menstrual é causada pela contração muscular e má oxigenação do útero. A prostaglandina é a substância que age na ovulação e no sangramento menstrual. Quando a taxa de prostaglandina aumenta, aumenta também a concentração de cálcio dentro da musculatura do útero, e este passa a se contrair. Esta contração por sua vez, dificultará a circulação sanguínea e provocará a diminuição de oxigênio no útero.

Imagine isso: o útero está cheio de cálcio, contraído e quase sem ar. Sua única alternativa á gritar por SOCORRO!!!!!!! Acrescente à ocorrência, o aumento de vasopressina, que elevará a pressão dos vasos uterinos, reduzindo o espaço para o oxigênio ser conduzido. Com certeza isso vai gerar mais dor.

Quer saber mais? Tudo isso é somado a um fenômeno que se chama couraça muscular.

Para que serve uma armadura? Para nos proteger. O subconsciente cria sistematicamente diversas armaduras e as armazena pelo corpo afim de nos proteger de situações consideradas desagradáveis. O sinal de estímulo para ativar uma couraça é a emoção. Cada emoção é associada a um tipo de couraça diferente.

Sabendo disso, pense a partir de agora, três vezes antes de proferir uma palavra que menospreze teu útero – até nas entrelinhas! Faça uma programação neurolinguística em você mesma!

A dança do ventre promove exercícios salutares que diminuem a dor das cólicas menstruais porque estimulam a oxigenação no útero, juntamente com exercícios de abandono das couraças musculares que construímos nele – algumas vezes de maneira dolorosa para algumas mulheres.

As ondulações abdominais são um forte “chamariz” e marca registrada da dança do ventre. São também, exercícios renovadores da auto estima da mulher moderna, que tende a projetar sobre seu ventre, toda a idéia de feiúra que a cultura de mídia ensina como verdade massificada, para fazê-la aceitar paradigmas como se fossem suas verdades pessoais.

Não estrague sua felicidade. Fique de Olho!

DANÇA DO VENTRE, INVERNO E CÓLICAS MENSTRUAIS

Um cuidado prático!

Eu posso dizer que com a experiência, fui adquirindo alguns hábitos que atualmente me protegem e espero que a sugestão possa nos dar algo para pensar a respeito nesta época de frio.

  1. Diminua a friagem ambiente. Feche janelas e se a aula esquentar em função dos exercícios prefira um ventilador à distância com circulação indireta;
  2. Faça uso de meias e sapatilhas – e não dispense o agasalho. Cubra seu ventre se for preciso, para não tomar friagem no ventre e lombar, pois épocas frias intensificam não somente cólicas, mas lombalgias e fribromialgias também;
  3. Aquecimento prévio, de longa duração, com muita respiração abdominal e alongamento. Não se trata de aquecimento rápido de academia – mas um carinho, um cuidado e uma mensagem para o corpo de que você está dando atenção ao diálogo dele: toda cólica é um sinal de diálogo do corpo;
  4. Bom humor. Não o deixe guardado na gaveta! Coloque um sorriso em seu rosto :-)

Boa Dança!

*** *** ***

(Uma parte do presente artigo pode ser acessada no fórum do site central dança do ventre. Outra parte foi retirada do meu livro METAFORMA E MOVIMENTO – Geometria Corporal Expressiva na Dança Oriental. Um compêndio articulado, em cinco belos volumes, que reúne estudos da História da Dança do Ventre, Gestalt, Semiótica, Anatomia e Cinesiologia, Geometria Filosófica, Metafísica, Bioenergia, Psicologia Analítica, Psicologia Formativa, Linguagem do Corpo, Antiginástica, Neurolinguística e Reflexões. Um livro didático dedicado a aprendizes e professoras de Dança Oriental, Dança Conceitual, Estilo Tribal. Um livro recheado de estudos científicos que aborda dança, método, terapia e sagrado feminino. Em breve disponível).

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Movimentos da Dança do Ventre II

Passos da Dança do Ventre

O fórum do site Central Dança do Ventre é muito útil e contém dicas para estudo. Postei uma sugestão relacionada a dificuldades de movimentos com os braços.

Movimentos de Braços

Sugestão de exercício para quem tem dificuldades

Faça um cartaz com linhas e siga com os braços

Faça um cartaz com linhas e siga com os braços

Talvez essa seja uma idéia interessante para que o raciocínio consiga “linkar” os movimentos de braços aos de quadril, e, comece a construir um conjunto harmonioso de movimentos, em que braços acompanham quadris e deslocamentos, atribuindo uma harmonia visual e equilíbiro ao conjunto. No entanto, sugiro que o exercício abaixo seja estudado em   s e p a r a d o, para depois ser treinado juntamente com os movimentos de quadril, pois o cérebro precisa de um tempo para “alinhavar” as informações.

  1. Desenhe ondas de movimentos em cartolina e cole na parede;
  2. Fique ao lado do desenho;
  3. Siga as linhas de movimentos que você desenhou, com seus braços. Primeiro um, depois o outro, depois os dois;
  4. Se quiser aprimorar os movimentos de mãos, desenhe linhas menores.

 

Resultado = fiz isso muitas vezes com alunas em workshops e deu muito certo!

Bom Estudo!

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Para saber mais a respeito, acompanhe o
Blog da Geometria Corporal Expressiva.

Movimentos da Dança do Ventre I

PASSOS DA DANÇA DO VENTRE

- CAMELOS E SERPENTES -

Um bom exercício de dança do ventre!

As ondulações de ventre conhecidas como camelo e serpente, são a marca registrada da Dança do Ventre. Elas são a verdadeira causa do nome desta forma de dança, e emprestam o encanto que ela carrega.


Luciaureabela

Durante a realização dos camelos ou serpentes, o processo respiratório é mais intenso, pois é provocado pela movimentação diafragmática. Neste processo, a respiração tonifica os órgãos internos (útero, ovários), limpa os pulmões e os intestinos, movimentando o diafragma, tão esquecido por nossas vidas sedentárias.

As ondulações abdominais, geralmente conhecidas como “camelo” e “serpente”, favorecem a sensação de conforto, e trabalham a voluptuosidade, porque carregam consigo o significado do materno e do útero, de modo que também geram influência no campo da visão interior. O útero também representa a sabedoria feminina e esta visão interna depende da aceitação desta sabedoria. O controle dos músculos abdominais, exigido nos exercícios desta natureza, é desenvolvido na medida em que a mente entende o percurso que a forma realiza no abdômen, ou seja, para cima e para baixo, e desenvolve a consciência corporal da região. Tais movimentos intensificam o fluxo sanguíneo na região, afetando positivamente a estrutura interna dos órgãos abdominais.

As ondulações abdominais podem ser feitas de dentro para fora ou de  fora para dentro. Eu chamo de camelo quando o movimento se inicia de dentro para fora, também conhecido como “ondulação contrária”, e de serpente quando o movimento vem de fora para dentro.

Esquema de ondulação abdominal da dança do ventre

Esquema de ondulação abdominal da dança do ventre desenhado por Luciaurea

O aprendizado das ondulações abdominais da Dança do Ventre requer tempo, paciência e persistência.

A primeira coisa que você deve aprender é a respirar corretamente a respiração diafragmática. A priori, será um exercício mecânico, com o tempo, se tornará uma movimentação tão natural, que sua respiração fluirá sem empecilhos durante a realização dos camelos e serpentes.

Uma sugestão que menciono aqui, e que aplico em aula, é pedir que as alunas se posicionem no chão, deitadas ‘de costas’, sobre um colchonete ou superfície forrada, com os joelhos flexionados e próximos, e os pés separados, para haver um equilíbrio das pernas. As mãos devem estar levemente pousadas sobre o abdome para que possam sentir toda a atividade da região, e o corpo totalmente relaxado.

  • Observe primeiro sua respiração. Com calma, sem pressa. Apenas observe. Não faça nada.
  • Deixe o ar sair e entrar livremente pelas narinas. Só pelas narinas.
  • A boca, os lábios e a língua devem estar relaxados. Respire apenas pelas narinas.
  • Apenas acompanhe os movimentos naturais de seu ventre.
  • Imagine que você deseja limpar o seus pulmões.

Em algumas pessoas o processo de “encouraçamento” é tão forte que não sabem, não fazem e não conseguem realizar a respiração com o diafragma. Estas pessoas devem prestar muita atenção na execução do exercício. Devem primeiro compreender o processo e relaxar para que ele flua.

Segue então, uma dica de relaxamento como exercício:

  1. Deite-se confortavelmente. Você não precisa forçar nada…
  2. Permita que o ar flua livremente, e a cada expiração você se sente cada vez mais relaxada.
  3. Agora, inspire profundamente o ar, imaginando que ele entra pela sua vulva e preenche o seu útero, expandindo todo o seu abdome.
  4. Segure este ar por alguns segundos… 1,2,3…
  5. Agora solte lentamente o ar, esvaziando o abdome e relaxando ao máximo sua musculatura.
  6. Repita o processo.
  7. Com calma. Sem forçar nada. Perceba que, quando seu abdome se eleva, o diafragma se expande, que por sua vez, estimula a base do pulmão para que ela fique mais oxigenada.
  8. Perceba que neste processo, o abdome é o único que se movimenta, o tórax permanece quaaaase imóvel, pois sua ondulação é apenas uma consequência do movimento abdominal.
  9. Acompanhe com sua atenção, todo o movimento de seu ventre, sua expansão e relaxamento, seu ritmo, sua história.
  10. Acompanhe as sensações de descanso, paz e liberdade advindas deste processo curativo e perceptivo.
  11. Deixe-se revitalizar por “Aquela que Restitui” as células, o ser físico e o eu.
  12. Harmonize-se com isso conscientemente.

Depois que você experimentou a respiração diafragmática na posição deitada, você pode tentar, agora, controlar mais a sua musculatura, procurando desenhar uma onda com seu abdome. Utilize suas mãos sobre seu ventre para despertar sua consciência visceral.

Para auxiliá-la, faça uso de um espelho e o coloque ao seu lado, não para se criticar, mas para se observar! Para que você possa observar sua ondulação, pois muitas vezes se tem a sensação de que não se está fazendo nada. Isso é apenas uma sensação. Logo, utilize um espelho para que você se sinta mais encorajada. Se ele te atrapalhar, então dispense-o.

O sentido da onda que você desenhar fica a seu critério. Se de baixo para cima ou de cima para baixo. Tanto faz. Aproveite a ação da gravidade para ondular ainda mais. A posição deitada é ótima para o aprendizado das ondulações abdominais.

Tecnicamente, podemos combinar as ondulações com outros movimentos, com os braços ou ainda em deslocamentos, o que deixa as ondulações com um ar de deslizamento e fica visualmente curioso e muito bonito.

*** Luciaurea ***


(O presente artigo foi retirado do meu livro METAFORMA E MOVIMENTO – Geometria Corporal Expressiva na Dança Oriental. Um compêndio articulado, em cinco belos volumes, que reúne estudos da História da Dança do Ventre, Gestalt, Semiótica, Anatomia e Cinesiologia, Geometria Filosófica, Metafísica, Bioenergia, Psicologia Analítica, Psicologia Formativa, Linguagem do Corpo, Antiginástica, Neurolinguística e Reflexões. Um livro didático dedicado a aprendizes e professoras de Dança Oriental, Dança Conceitual, Estilo Tribal. Um livro recheado de estudos científicos que aborda dança, método, terapia e sagrado feminino. Em breve disponível).

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