Aprendendo a silenciar a mente – III

Na verdadeira jornada da vida, sua própria intuição é o único professor que você tem.
***
Existe algo de imensa importância sobre a verdade: a menos que você a encontre, ela nunca será verdade para você.
Se essa verdade é de outra pessoa e você a pega emprestada, no mesmo instante ela deixa de ser verdade — passa a ser uma mentira.
***
Seja o que for que esteja fazendo, pensando ou decidindo, lembre-se de perguntar uma coisa: isso está vindo de você ou se trata de outra pessoa falando? Você ficará surpreso ao descobrir a voz verdadeira. Talvez seja a de sua mãe — você a ouvirá falando outra vez. Talvez seja a de seu pai — não é muito difícil detectar. A voz permanece ali, viva na memória, como se você a estivesse ouvindo pela primeira vez — o conselho, a ordem, a disciplina, o mandamento.
***
Livre-se das vozes que existem dentro de você e logo ficará surpreso ao ouvir uma voz silenciosa que nunca escutara antes. Você não consegue identificar de quem seja essa voz. Não, não é de sua mãe, de seu pai, de seu pastor, nem de seu professor… De repente você a identifica: ela é a sua própria voz. E por isso que não consegue descobrir a identidade dela, a quem ela pertence.
***
Descubra a sua própria voz. Depois faça o que ela diz sem receio.
Aonde quer que ela o leve, é ali que está o objetivo da sua vida, é ali que está o seu destino.
É só ali que você encontrará satisfação, contentamento.
Osho, em “Faça o seu coração vibrar”.

Aprendendo a silenciar a mente – II

Mas não pense na verdade como um objeto. Ela não está lá, está aqui.
"Cada momento traz suas próprias perguntas. E se você tem respostas prontas na cabeça, sequer será capaz de ouvir as perguntas. Estará tão cheio de respostas que será incapaz de ouvir. Você não estará acessível."
***
“A verdade” é só um jeito de falar.
Não existe nada que tenha o rótulo de “verdade” e que um dia você descobrirá, abrirá a caixa e verá
o conteúdo, dizendo: “Maravilha! Descobri a verdade!”
Essa caixa não existe. Sua existência é a verdade e, quando você está silencioso, está na verdade. E se o silêncio for absoluto, então você é a verdade suprema.
***
Cada dia traz seus próprios problemas e desafios. Cada momento traz suas próprias perguntas.
E se você tem respostas prontas na cabeça, sequer será capaz de ouvir as perguntas.
Estará tão cheio de respostas que será incapaz de ouvir.
Você não estará acessível.
Osho, em “Faça seu coração vibrar”.

Aprendendo a silenciar a mente – I

A existência não é um problema que precisa ser solucionado,
é um mistério a ser vivido.

"Quanto menos as pessoas sabem, mais elas teimam que sabem." Osho

"Quanto menos as pessoas sabem, mais elas teimam que sabem."

E você precisa estar perfeitamente consciente da diferença que existe entre um mistério e um problema.

O problema é algo criado pela mente. O mistério é algo que
simplesmente existe, não foi criado pela mente.

O problema tem algo de feio, como uma doença. O mistério é belíssimo. Com o problema, imediatamente surge a luta. Você tem que resolvê-lo.

E algo errado,
você tem que consertá-lo. Algo está faltando, você tem que providenciar
o elo que falta. Com o mistério, nada disso é necessário.

A Lua aparece à noite… Isso não é um problema, é um mistério.

Você tem que conviver com ele. Você tem que dançar com ele, tem que
cantar com ele ou pode, simplesmente, ficar em silêncio com ele.

Algo de misterioso envolve você.

Osho, em “Faça o seu coração vibrar”

Ficar jovem leva tempo

Não adicionar apenas os anos à vida, mas acrescentar mais vida aos anos.

Com o tempo vamos percebendo…Luciaurrea.jovem

Que as reclamações nos envelhecem…
…e que a inveja nos causa mal-humor.

Que sentir coragem não implica na ausência de medo…
…mas que a ausência de medo nos deixa destemidos.

Que a maquilagem pode esconder as rugas do rosto…
…mas que nenhuma máscara social pode esconder as rugas do espírito.

Que a tomada de consciência de qualidades como a paciência… é mais frequente em épocas de crise.

Que ações como dar um passo maior do que a perna causa não apenas distenções musculares… mas também distenções emocionais.

Que nossas mãos não pensam por nós…
…elas sabem apenas nos obedecer.

Que nossos pés foram feitos para pisar…
…mas dependendo do terreno podemos nos machucar.

Que nossas paixões são passageiras…
…e que nossos amores nos fazem sentir eternos.

Que envelhecer é uma questão de tempo para todos…
… e que rejuvenescer é apenas tempo pessoal em questão.

Ficar jovem leva tempo… Um site que me faz parar para pensar…

Fique jovem você também!

Dança do Ventre, Inv(f)erno e Cólicas Menstruais

Bom, eu adoro frio, mas como todas, detesto sentir dor!

Com o tempo, fui adquirindo alguns hábitos que atualmente me protegem e espero que a sugestão possa nos dar algo para pensar a respeito.
1. Faça uso de meias e sapatilhas – e não dispense o agasalho. Cubra seu ventre se for preciso, para não tomar friagem no ventre e lombar, pois épocas frias intensificam não somente cólicas, mas lombalgias e fribromialgias também;
2. Aquecimento prévio, de longa duração, com muita respiração abdominal e alongamento. Não se trata de aquecimento rápido de academia – mas um carinho, um cuidado e uma mensagem para o corpo de que você está dando atenção ao diálogo dele: toda cólica é um sinal de diálogo do corpo;
3. Diminua a friagem ambiente. Feche janelas e se a aula esquentar em função dos exercícios prefira um ventilador à distância com circulação indireta.
4. Bom humor. Não o deixe guardado na gaveta! Coloque um sorriso em seu rosto

BENEFÍCIOS DA DANÇA DO VENTRE PARA CÓLICAS MENSTRUAIS

Creio que para desfrutarmos de qualquer benefício que a dança do ventre possa nos oferecer, precisamos ter consciência de como nos cuidar.

Cólica menstrual - alivie esse problema com a prática da dança do ventre

Cólica menstrual - alivie esse problema com a prática da dança do ventre

Tornou-se comum o crescente índice de reclamações femininas sobre as cólicas menstruais. E os homens também reclamam, pois as mulheres simplesmente “piram” com a TPM.

Vivendo em meio a uma cultura que ensina a detestar os fenômenos femininos do corpo como um dogma que não deve ser questionado, o resultado só pode ser o aumento do sofrimento da mulher.

O que nós, mulheres, precisamos aceitar, é a nossa condição feminina a nível físico, pois a negação e rejeição de qualquer fenômeno orgânico que envolva a nossa natureza é também responsável pela dor que sentimos por termos nascido mulheres.

No plano sintomático, nos comportamos como se estivéssemos num campo de batalha, travando guerras com obstáculos metafóricos de nosso subconsciente, que mês a mês, a cada ciclo lunar, se renova e fisicamente se reoganiza para receber uma nova vida. Aprendemos a considerar nossos ciclos uma abominação.

Abominação é para mim, ouvir mulheres amaldiçoando a menstruação, projetando mais raiva sobre seus úteros já enfraquecidos por drogas e conceitos depreciativos sobre o ser mulher.

UMA LENTE DE AUMENTO SOBRE “OS CONTOS DE FADAS”

O que você precisa saber sobre cólicas menstruais está dentro de você: no seu útero. E saiba que quanto mais raiva você assumir internamente sobre esse tema, mais dor você irá sentir… Infelizmente isso é cientificamente comprovado.

Em se tratando de arquétipos (C.G.Jung, Joseph Campbell, Jean Shinoda Bolen, Cristina Cairo), carregamos através da construção histórica de nossas ancestrais, a “imagem da mulher que obedece mas que precisa ser uma guerreira no lar”, herança da consciência machista de clãs e povos colonizadores que deturparam culturas femininas de poder. A única maneira de realizarem tal feito foi “massacrificando” as crenças sobre o sagrado feminino. O hábito de arquivar registros históricos nos mostra claramente esse resumo.

Eu costumo dizer que a dança do ventre nos faz pensar como mulheres. Como mulheres somos responsáveis por atacar nossos corpos, nossas formas, nossa psicologia e nossa identidade, em troca de paz e aceitação social, ao invés de desvendar os bloqueios psicológicos projetados sobre nós desde a vida intra-uterina. Paz porque nos consideramos “mulheres modernas”, e não podemos perder nosso tempo, dando mais atenção ao diálogo da dor e à sua cura, porque precisamos trabalhar/ganhar dinheiro/pagar as contas; e aceitação social porque apreciar a própria menstruação é sinônimo de “estranhismo”. Afinal, “sangue é nojento”, “sangue é feio”, sangue é “coisa do diabo”. Uma “coisa do diabo” que nos dá vida.

FISIOLOGIA DA DOR

A dor da cólica menstrual é causada pela contração muscular e má oxigenação do útero. A prostaglandina é a substância que age na ovulação e no sangramento menstrual. Quando a taxa de prostaglandina aumenta, aumenta também a concentração de cálcio dentro da musculatura do útero, e este passa a se contrair. Esta contração por sua vez, dificultará a circulação sanguínea e provocará a diminuição de oxigênio no útero.

Imagine isso: o útero está cheio de cálcio, contraído e quase sem ar. Sua única alternativa á gritar por SOCORRO!!!!!!! Acrescente à ocorrência, o aumento de vasopressina, que elevará a pressão dos vasos uterinos, reduzindo o espaço para o oxigênio ser conduzido. Com certeza isso vai gerar mais dor.

Quer saber mais? Tudo isso é somado a um fenômeno que se chama couraça muscular.

Para que serve uma armadura? Para nos proteger. O subconsciente cria sistematicamente diversas armaduras e as armazena pelo corpo afim de nos proteger de situações consideradas desagradáveis. O sinal de estímulo para ativar uma couraça é a emoção. Cada emoção é associada a um tipo de couraça diferente.

Sabendo disso, pense a partir de agora, três vezes antes de proferir uma palavra que menospreze teu útero – até nas entrelinhas! Faça uma programação neurolinguística em você mesma!

A dança do ventre promove exercícios salutares que diminuem a dor das cólicas menstruais porque estimulam a oxigenação no útero, juntamente com exercícios de abandono das couraças musculares que construímos nele – algumas vezes de maneira dolorosa para algumas mulheres.

As ondulações abdominais são um forte “chamariz” e marca registrada da dança do ventre. São também, exercícios renovadores da auto estima da mulher moderna, que tende a projetar sobre seu ventre, toda a idéia de feiúra que a cultura de mídia ensina como verdade massificada, para fazê-la aceitar paradigmas como se fossem suas verdades pessoais.

Não estrague sua felicidade. Fique de Olho!

DANÇA DO VENTRE, INVERNO E CÓLICAS MENSTRUAIS

Um cuidado prático!

Eu posso dizer que com a experiência, fui adquirindo alguns hábitos que atualmente me protegem e espero que a sugestão possa nos dar algo para pensar a respeito nesta época de frio.

  1. Diminua a friagem ambiente. Feche janelas e se a aula esquentar em função dos exercícios prefira um ventilador à distância com circulação indireta;
  2. Faça uso de meias e sapatilhas – e não dispense o agasalho. Cubra seu ventre se for preciso, para não tomar friagem no ventre e lombar, pois épocas frias intensificam não somente cólicas, mas lombalgias e fribromialgias também;
  3. Aquecimento prévio, de longa duração, com muita respiração abdominal e alongamento. Não se trata de aquecimento rápido de academia – mas um carinho, um cuidado e uma mensagem para o corpo de que você está dando atenção ao diálogo dele: toda cólica é um sinal de diálogo do corpo;
  4. Bom humor. Não o deixe guardado na gaveta! Coloque um sorriso em seu rosto :-)

Boa Dança!

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(Uma parte do presente artigo pode ser acessada no fórum do site central dança do ventre. Outra parte foi retirada do meu livro METAFORMA E MOVIMENTO – Geometria Corporal Expressiva na Dança Oriental. Um compêndio articulado, em cinco belos volumes, que reúne estudos da História da Dança do Ventre, Gestalt, Semiótica, Anatomia e Cinesiologia, Geometria Filosófica, Metafísica, Bioenergia, Psicologia Analítica, Psicologia Formativa, Linguagem do Corpo, Antiginástica, Neurolinguística e Reflexões. Um livro didático dedicado a aprendizes e professoras de Dança Oriental, Dança Conceitual, Estilo Tribal. Um livro recheado de estudos científicos que aborda dança, método, terapia e sagrado feminino. Em breve disponível).

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Movimentos da Dança do Ventre II

Passos da Dança do Ventre

O fórum do site Central Dança do Ventre é muito útil e contém dicas para estudo. Postei uma sugestão relacionada a dificuldades de movimentos com os braços.

Movimentos de Braços

Sugestão de exercício para quem tem dificuldades

Faça um cartaz com linhas e siga com os braços

Faça um cartaz com linhas e siga com os braços

Talvez essa seja uma idéia interessante para que o raciocínio consiga “linkar” os movimentos de braços aos de quadril, e, comece a construir um conjunto harmonioso de movimentos, em que braços acompanham quadris e deslocamentos, atribuindo uma harmonia visual e equilíbiro ao conjunto. No entanto, sugiro que o exercício abaixo seja estudado em   s e p a r a d o, para depois ser treinado juntamente com os movimentos de quadril, pois o cérebro precisa de um tempo para “alinhavar” as informações.

  1. Desenhe ondas de movimentos em cartolina e cole na parede;
  2. Fique ao lado do desenho;
  3. Siga as linhas de movimentos que você desenhou, com seus braços. Primeiro um, depois o outro, depois os dois;
  4. Se quiser aprimorar os movimentos de mãos, desenhe linhas menores.

 

Resultado = fiz isso muitas vezes com alunas em workshops e deu muito certo!

Bom Estudo!

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Para saber mais a respeito, acompanhe o
Blog da Geometria Corporal Expressiva.

Esvaziando a xícara

Meu amigo Cadu postou um artigo em seu blog sobre o Desejo.
Eu gostei muito do artigo dele e me inspirou a escrever esse.

Desejo é diferente de Vontade.

Na Vontade eu estipulo minhas ações de modo que minha liberdade não fique paralisada sob o julgo de uma decisão que tomei.

O pires pode ter a textura dos acontecimentos, mas xícara continua sendo transparente para que você possa enxergar dentro e através dela.

O pires pode ter a textura dos acontecimentos, mas a xícara continua sendo transparente para que você possa enxergar dentro e através dela.

No Desejo eu me paraliso em função de um filtro que empreguei para interpretar uma situação.

Então, se minhas experiências têm me causado desconforto de alguma maneira, se meus planos falharam, se me frustrei com as pessoas porque as via sob uma outra ótica, eu passo a querer não desejar mais o que havia me comprometido a conseguir ou o que aparentava ser tão fácil de conquistar.

O NÃO DESEJAR

O não desejar também é uma forma de desejo… o estágio intermediário entre o desejo e o não-desejo é o que elimina todo o conflito da dor: o deixar de desejar.

Não é desapego.
Se você pensa que desapego é honestidade com sua essência está enganado. Desapego é uma forma de se causar mais dor ainda.
Desapego é diferente de deixar fluir.
Desa-pego = eu sei que preciso soltar o que se tornou inútil, que deixar que ele se vá vai me fazer muito bem, mas no fundo no fundo, eu continuo desejando pegar aquilo.
Desapego é segurar o que não quero desejar!

Deixar de desejar é diferente de não desejar, porque não desejar implica ainda no desejo.
Sem dor nem fantasia, é quando você se desprende de qualquer máscara, óculos ou filtro que vinha usando para interpretar uma realidade imediata ou construída há tempos atrás.

FILTROS SENSORIAIS

Por causa dos nossos filtros sensoriais, nós temos a tendência de desejar aquilo que “vemos” (incluindo aquilo que fazemos idéia ou nos contaram que existe, fantasias e imaginações em mundos alternativos, que geralmente temos quando crianças e que continuamos a alimentar depois de adultos).
Como consequência, acabamos por enxergar apenas aquilo que desejamos, ou seja, desejamos porque que já vimos e como consequência vemos apenas aquilo que desejamos – apenas o que estipulamos como necessidade.

Determinando necessidades baseadas em falsos pontos de vista, passamos a sofrer arduamente em busca do objeto de nosso desejo.
Essa pequena “distorção” na retina interna da fuga tem correção: o esvaziamento.

ESVAZIANDO A XÍCARA

Esvazie a xícara dos conceitos.
Esvazie a xícara das opiniões.
Esvazie a xícara do “queria que fosse” ou “mas poderia ter sido diferente”.

Deixe a xícara vazia para que ela possa ser preenchida novamente por um novo chá.

A VIRTUDE DA CORAGEM

Adote uma postura de receptividade amorosa consigo mesmo. Coloque um sorriso em seu rosto. Na receptividade amorosa você descobrirá que somente aquilo o que estiver na mesma sintonia se aproximará de você. Na receptividade amorosa você descobrirá que Sua Verdade continua viva porque Você decidiu trocar o filtro. Você perceberá que o tempo todo, foi somente   S i n t o n i a .

Deuses e humanos que fizeram história são amados até hoje porque se propuseram a modificar seus filtros e não tiveram medo do ridículo.

As pessoas também têm seus momentos e nenhum de nós é exatamente aquilo o que faz, mas pensa que é aquilo o que aprendeu a ser! A maioria de nós está passando pela auto descoberta mesmo que não tenha consciência dela.

Nós não somos o resultado do que nossos filtros nos fazem enxergar.
Não somos o que nos propomos a ser porque temos a liberdade de modificar os nossos hábitos mediante nossas descobertas.
Somos apenas um estar constante e mutável que imutavelmente não pára de se expandir.

A VIRTUDE DA PERSEVERANÇA

Como esvaziar a xícara?…

Tome a firme decisão de jogar fora o chá velho.

O chá está velho, o gosto é ruim, mas você insiste em tomá-lo. Seu estômago não aceita mais a consistência dele, mas você ainda insiste em tomá-lo porque aprendeu que ele é o único chá que você pode tomar. Mas isso não é verdade.

Experimente novo chá.

Decida.
E se precisar mudar, decida outra vez.

Movimentos da Dança do Ventre I

PASSOS DA DANÇA DO VENTRE

- CAMELOS E SERPENTES -

Um bom exercício de dança do ventre!

As ondulações de ventre conhecidas como camelo e serpente, são a marca registrada da Dança do Ventre. Elas são a verdadeira causa do nome desta forma de dança, e emprestam o encanto que ela carrega.


Luciaureabela

Durante a realização dos camelos ou serpentes, o processo respiratório é mais intenso, pois é provocado pela movimentação diafragmática. Neste processo, a respiração tonifica os órgãos internos (útero, ovários), limpa os pulmões e os intestinos, movimentando o diafragma, tão esquecido por nossas vidas sedentárias.

As ondulações abdominais, geralmente conhecidas como “camelo” e “serpente”, favorecem a sensação de conforto, e trabalham a voluptuosidade, porque carregam consigo o significado do materno e do útero, de modo que também geram influência no campo da visão interior. O útero também representa a sabedoria feminina e esta visão interna depende da aceitação desta sabedoria. O controle dos músculos abdominais, exigido nos exercícios desta natureza, é desenvolvido na medida em que a mente entende o percurso que a forma realiza no abdômen, ou seja, para cima e para baixo, e desenvolve a consciência corporal da região. Tais movimentos intensificam o fluxo sanguíneo na região, afetando positivamente a estrutura interna dos órgãos abdominais.

As ondulações abdominais podem ser feitas de dentro para fora ou de  fora para dentro. Eu chamo de camelo quando o movimento se inicia de dentro para fora, também conhecido como “ondulação contrária”, e de serpente quando o movimento vem de fora para dentro.

Esquema de ondulação abdominal da dança do ventre

Esquema de ondulação abdominal da dança do ventre desenhado por Luciaurea

O aprendizado das ondulações abdominais da Dança do Ventre requer tempo, paciência e persistência.

A primeira coisa que você deve aprender é a respirar corretamente a respiração diafragmática. A priori, será um exercício mecânico, com o tempo, se tornará uma movimentação tão natural, que sua respiração fluirá sem empecilhos durante a realização dos camelos e serpentes.

Uma sugestão que menciono aqui, e que aplico em aula, é pedir que as alunas se posicionem no chão, deitadas ‘de costas’, sobre um colchonete ou superfície forrada, com os joelhos flexionados e próximos, e os pés separados, para haver um equilíbrio das pernas. As mãos devem estar levemente pousadas sobre o abdome para que possam sentir toda a atividade da região, e o corpo totalmente relaxado.

  • Observe primeiro sua respiração. Com calma, sem pressa. Apenas observe. Não faça nada.
  • Deixe o ar sair e entrar livremente pelas narinas. Só pelas narinas.
  • A boca, os lábios e a língua devem estar relaxados. Respire apenas pelas narinas.
  • Apenas acompanhe os movimentos naturais de seu ventre.
  • Imagine que você deseja limpar o seus pulmões.

Em algumas pessoas o processo de “encouraçamento” é tão forte que não sabem, não fazem e não conseguem realizar a respiração com o diafragma. Estas pessoas devem prestar muita atenção na execução do exercício. Devem primeiro compreender o processo e relaxar para que ele flua.

Segue então, uma dica de relaxamento como exercício:

  1. Deite-se confortavelmente. Você não precisa forçar nada…
  2. Permita que o ar flua livremente, e a cada expiração você se sente cada vez mais relaxada.
  3. Agora, inspire profundamente o ar, imaginando que ele entra pela sua vulva e preenche o seu útero, expandindo todo o seu abdome.
  4. Segure este ar por alguns segundos… 1,2,3…
  5. Agora solte lentamente o ar, esvaziando o abdome e relaxando ao máximo sua musculatura.
  6. Repita o processo.
  7. Com calma. Sem forçar nada. Perceba que, quando seu abdome se eleva, o diafragma se expande, que por sua vez, estimula a base do pulmão para que ela fique mais oxigenada.
  8. Perceba que neste processo, o abdome é o único que se movimenta, o tórax permanece quaaaase imóvel, pois sua ondulação é apenas uma consequência do movimento abdominal.
  9. Acompanhe com sua atenção, todo o movimento de seu ventre, sua expansão e relaxamento, seu ritmo, sua história.
  10. Acompanhe as sensações de descanso, paz e liberdade advindas deste processo curativo e perceptivo.
  11. Deixe-se revitalizar por “Aquela que Restitui” as células, o ser físico e o eu.
  12. Harmonize-se com isso conscientemente.

Depois que você experimentou a respiração diafragmática na posição deitada, você pode tentar, agora, controlar mais a sua musculatura, procurando desenhar uma onda com seu abdome. Utilize suas mãos sobre seu ventre para despertar sua consciência visceral.

Para auxiliá-la, faça uso de um espelho e o coloque ao seu lado, não para se criticar, mas para se observar! Para que você possa observar sua ondulação, pois muitas vezes se tem a sensação de que não se está fazendo nada. Isso é apenas uma sensação. Logo, utilize um espelho para que você se sinta mais encorajada. Se ele te atrapalhar, então dispense-o.

O sentido da onda que você desenhar fica a seu critério. Se de baixo para cima ou de cima para baixo. Tanto faz. Aproveite a ação da gravidade para ondular ainda mais. A posição deitada é ótima para o aprendizado das ondulações abdominais.

Tecnicamente, podemos combinar as ondulações com outros movimentos, com os braços ou ainda em deslocamentos, o que deixa as ondulações com um ar de deslizamento e fica visualmente curioso e muito bonito.

*** Luciaurea ***


(O presente artigo foi retirado do meu livro METAFORMA E MOVIMENTO – Geometria Corporal Expressiva na Dança Oriental. Um compêndio articulado, em cinco belos volumes, que reúne estudos da História da Dança do Ventre, Gestalt, Semiótica, Anatomia e Cinesiologia, Geometria Filosófica, Metafísica, Bioenergia, Psicologia Analítica, Psicologia Formativa, Linguagem do Corpo, Antiginástica, Neurolinguística e Reflexões. Um livro didático dedicado a aprendizes e professoras de Dança Oriental, Dança Conceitual, Estilo Tribal. Um livro recheado de estudos científicos que aborda dança, método, terapia e sagrado feminino. Em breve disponível).

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Mário Quintana

“Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.

Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que Luciaurea.alma.gemeanão quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher da sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.

O segredo é não correr atrás das borboletas… É cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar não quem estava procurando, mas quem estava procurando por você!”

*** *** ***

Eu encontrei “minha alma-irmã”, e o mais engraçado é que a essência do texto foi um achado entre muitos…

Valew Mário!

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